| O Patrono |
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Poeta, Jornalista, Historiador e Político
Alexandre Herculano de Carvalho Araújo nasceu em Lisboa a 28/3/1810 e morreu em Vale de Lobo – Santarém a 13 /9/1877. Seu pai era funcionário público e a mãe pertencia a uma família de mestres artífices de algum prestígio na cidade.
![]() Recebeu educação literária dos padres da Congregação do Oratório. Depois dos 14 anos, entrou para a Academia Real da Marinha onde recebeu diploma que lhe dava direito a frequentar a Aula de Comércio e inscreveu-se, também, na Aula de Diplomática. Esta instrução pouco sistemática foi talvez ampliada pelos seus esforços pessoais, sobretudo no domínio das línguas. Dificuldades económicas da família impediram-no de frequentar a Universidade de Coimbra. As suas produções literárias iniciaram-se em 1828-1830 e eram essencialmente poesia. Em 1831 participa no levantamento liberal do Regimento 4 de Infantaria que o levou a exilar-se de Portugal para evitar a prisão. Conheceu França e Inglaterra. Fez parte da expedição que desembarcou na praia de Pampelido próximo de Mindelo. Depois de uma participação corajosa nas lutas civis, foi licenciado quando já era 2º bibliotecário da Biblioteca Pública do Porto. Mantinha as suas predilecções poéticas e começava a interessar-se pelo jornalismo. Em Lisboa, publica em 1837 espécie de panfleto poético, contra o novo liberalismo, A Voz do Profeta, onde ensaia uma certa forma retórica romântica de frase simplificada, que teve projecção na prosa jornalística da época. Em Junho de 1837 é encarregado da redacção do Diário do Governo e em 1838 é designado director da Real Biblioteca da Ajuda, e nesta situação de certa estabilidade orientou-se definitivamente para a realização de estudos históricos sistemáticos: depois do poeta e do jornalista, surge o historiador. No período de 1841 a 1846, manteve-se afastado da política activa e publicou em 1846 o I Volume da sua História de Portugal, os II e III Volumes são publicados respectivamente em 1847 e 1850. No plano das ideias, as suas opiniões, em certos domínios encontraram largo eco e atingiram mesmo formas de consignas, mais tarde utilizadas pelos republicanos: a posição anticlerical, o municipalismo; as suas opiniões sobre a educação, crédito barato, acesso à propriedade, com o serem menos conhecidos, não deixam, por isso, de serem elementos fundamentais no ideário liberal português: educadores e ministros tornaram-nas como património seu. In Verbo – Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura
Obras - A Voz do Profeta (1836) |






